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sexta-feira, 6 de abril de 2012


Na meditação da Paixão de Cristo, encontre forças na cruz 
Padre José Augusto
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com
Hoje, estava meditando sobre o fato de que Deus, em seu imenso amor, deu o Seu Filho, Jesus Cristo, para salvar a nós, Seus outros filhos. Ele nos deu Seu Filho, de presente, para que fosse crucificado por nós.

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A Sexta-feira Santa é uma celebração de muita dor
    Talvez você esteja reclamando, porque o Senhor não lhe dá o que você pede. Mas o que você está pedindo a Ele? Um carro? Uma casa? Isso não o levará à salvação.

Diante de filhos desobedientes, que só pensam em si, o Pai poderia nos dar o inferno como recompensa, mas Ele preferiu mudar tudo e encontrou outra forma: deu a Seu Filho um corpo, para que fosse ferido e crucificado.

No seu dia a dia, talvez você se queixe da sua vida miserável, você diga que Deus não olha para você, mas pense que Ele olhou para você quando entregou Seu Filho na cruz, porque Ele não quis perder nenhum de nós.

Judas perguntou aos soldados: “Quanto vocês pagam para que eu fale d'Ele? O traidor entregou o Mestre por 30 moedas. Judas vendeu Jesus. Mas nós não podemos vendê-Lo, porque isso é traição.

Pedro falou: “não fomos salvos com ouro ou prata, mas sim pelo Sangue de Jesus". Não venda o Evangelho, porque Jesus não Se vendeu. Estamos lidando com a salvação de almas.

Pilatos entregou Jesus por medo, embora não encontrasse nada de errado n'Ele. Mas quando foi pressionado, Pilatos entregou o Senhor. Não podemos lavar nossas mãos quando as coisas “apertam”. Não podemos ficar com Jesus só quando as coisas estão difíceis.

Vamos agir como Judas? Como Pilatos? Como os judeus - autoridades da época - que entregaram Jesus? No Evangelho de São Marcos, vemos que eles fizeram isso por inveja. Quantas as vezes a inveja toma o nosso coração! Judas O entregou por dinheiro; Pilatos, por medo; os judeus, por inveja. Aqui, nos deparamos com o amor do Pai que nos amou imensamente.
"Na meditação da Paixão de Cristo, encontre forças na cruz."
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com

 
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Jesus disse: “Pai, perdoe-lhes, eles não sabem o que fazem”.

Dos ladrões que foram crucificados ao lado de Jesus, um se arrependeu e pediu a Ele: “não me condene!”. O Senhor, então, lhe disse: “Em verdade vos digo, ladrão, mas filho do meu Pai, hoje ainda estará no Paraíso”. O problema não é o pecar, porque Deus sabe que somos pecadores. Nossa falta está em não reconhecermos nossos erros, não nos arrependermos. Diante de Deus, não se justifica, porque, quando nos justificamos, Ele se cala.

Jesus pede a Maria para cuidar de nós. Ele nos consola na cruz, dando-nos Sua mãe. Por final, o Senhor nos deu a vida, a salvação.

Olhe para os seus sofrimentos, nós caminhamos no vale de lágrimas, vivemos no desprezo, na calúnia. Nosso sofrimento não precisa ser tirado, mas precisa ser fortalecido. É preciso olhar para a cruz e encontror forças.

Pais, ensinem a seus filhos sobre a importância da cruz, a fim de que, quando eles crescerem, aprendam a oferecer suas dores a Deus.

Precisamos ser cristãos na hora da dor. Na hora em que sofremos, no momento da enfermidade, glorifiquemos ao Senhor.

Mostre-se vigoroso, mas se mostre também na sua enfermidade. Mostre-se como cristão que está unido com Deus na dor. Na meditação da Paixão de Cristo, encontre forças na cruz. O Pai nos deu o Seu Filho crucificado para morrer por nós. 

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